O húngaro, no contexto europeu, é uma língua singular dado ser das poucas que não se enquadra na família indo-europeia. É das línguas europeias mais opacas para a maior parte de nós. Ora, há uma ténue ligação com a faixa ocidental da península: a flexão do infinitivo.
Para intuíres o seu uso e utilidade, imaginemos dois amigos a conversar sobre alimentação, um deles com bastante sobrepeso e certas adições e o outro armando-se em conselheiro:
- Era preciso andares mais e comeres menos, sobretudo carne e doces.
- Era, sim, há dias que mal consigo respirar quando subo as escadas.
- O facto de seres doido por guloseimas não ajuda, pois não?
- Não ajuda, não, mas as miúdas adoram e estarmos sob o mesmo teto…
- Pois, a culpa é das miúdas. Danadas! Existirem é a causa de…
- Oh, não. Sou eu o responsável.
- Ainda bem! É necessário não só deixares os doces como reduzires, melhor reduzirem, o consumo de carne.
- É difícil mas eu vou tentar. Tentarem elas vai ser mais complicado. Adoram fritadas.