Eis o segundo quebra-cabeça do mapa ortográfico lusófono. Como no caso de C/Ç e Z, uma superdica para começares: se não tiveres a certeza escreve um único S. Enchermos um texto de SS não o torna nem melhor escrito nem mais “autêntico”.
Escreve-se com S:
O sufixo -ês/esa: dinamarquês/esa; burguês/esa
Os substantivos derivados de verbos acabados em -ander, -ender e -undir. Defender > defesa, prender > presa, fundir > fusão.
O sufixo -oso/osa tão comum em adjetivos: mentiroso, caudaloso, preguiçosa.
Depois de ditongo: coisa.
Escreve-se com SS:
Para já, o –SS- só pode aparecer em posição intervocálica: acosso, péssimo. Portanto evita escritas do género: verssão* sserão* maiss.*
Os demonstrativos (esse, isso), possessivos (nosso, vossas) e formas verbais acabadas em –asse (cantasse), -esse (bebesse), e –isse (partisse).
O superlativo -íssimo: altíssimo.
As terminações -pressão, -missão, -sessão, -issura, -cessão, -fessão, -fissão, -gressão, bem como os seus derivados: repressão, repressivo, repressor.
Repara ainda como o inglês ou o francês podem ser de utilidade: progresso / progress / progrès.
As palavras começadas por A seguidas de S são sempre com SS (exceto asa, Ásia, asilo): assentir, assanhar-se.
Se a uma palavra começada por S juntamos um prefixo ou uma palavra acabada por vogal o S inicial duplica-se: pre + supor =PRESSUPOR, gira + sol = GIRASSOL.
Palavras começadas por pass- bem como derivados: pássaro, passadiço.
Palavras começadas por mass- (exc. Masoquismo): massa.
As palavras da mesma família lexical costumam conservar a mesma grafia: assentir/assentimento, pretensão/pretensioso.
Preenche estas palavras com S, SS.
A escrita dos seguintes pares de palavras podem-nos levar a engano. Relaciona palavras com as suas definições.


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