Mide a soberania da tua fala!
Leia os enunciados seguintes e preencha as palavras em falta.
1) Madri. O D final de sílaba não faz parte dos hábitos articulatórios do galego/português mas sim em castelhano onde se pode pronunciar mesmo com o son inerdental: Madrith. A escrita em Portugal é Madrid enquanto no Brasil é comum escrever-se Madri. Fonte: Civérduvidas da Língua Portuguesa.
2) Com X. Palavra derivada do japonês por meio do inglês: Gueisha. Em castelhano pronuncia-se Geisa porque não possuem o fonema correspondente SH/X.
3) Recto: Reto, com E aberto. O C dos grupos CC, CÇ, CT é mudo em português por regra geral. Se o escrevemos diante de E como em Recto é para indicar que a vogal é aberta. Com o acordo ortográfico esta palavra passou a se escrever Reto em toda a Lusofonia.
4) Quê e não Cu. Não existe uma língua, que saibamos, que denomine uma letra com essa parte do corpo. Se fosse “Braço” ou “Perna” ainda dava.
5) Estados Unidos: EUA. O hábito de duplicar as letras naquelas siglas que se referem a entidades que aparecem no plural: Comisones Obreras > CCOO, é um hábito do castelhano.
6) O verbo derivado de análise é: AnaliSar. Se a palavra é derivada de Análise, espera-se Analisar. A palavra é em origem francesa Analiser .
7) O substantivo derivado de sugerir é: Sugestão, do mesmo jeito que Ingerir > Ingestão; Digerir > Digestão.
8) O adjetivo derivado de calor é CalOroso.
9) Despertar: Acordar
10) Vou logo: Vou já. Logo e Depois não são sinónimos. Logo indica imediatez. Numa frase como Chegamos Logo estamos a dizer que estamos quase a chegar.
11) Estreito: Largo. No espanhol a forma “Luengo” foi desaparecendo e o seu lugar ocupado por “Largo”.
12) Má. Repare-se nos topónimos galegos Matamá e Penamá que ao serem escritos juntos ocultam a origem das palavras. Uma Mala é para guardar roupas.
13) Moçambique: Moçambicano. O sufixo –anho, e-nho para gentílicos é próprio do espanhol. É por isso que se diz panamenho, hondurenho mas brasileiro ou congolês.
14) O negócio prometia muito mas afinal ficou em águas de Bacalhau (PT). A origem, ao que parece, está no facto de os marinheiros mortos na pesca do bacalhau que ficavam sem nada.
15) Tenho vontade de ver o meu pai. Acho-o em falta. A expressão espanhola “Echar en Falta” é um decalque da galega/portuguesa “Achar em Falta”. Séculos depois, criou-se na Galiza o decalque sobre o castelhano “Botar em falta”.
16) Nome do Papa: Bento ou Bieito XVI. Em Portugal a forma Bieito foi apagada em favor de Bento. Bieito é uma forma galega portanto.
17) Os marinheiros portugueses foram os primeiros europeus em beirar a costa africana e deram nome a muitos territórios, entre eles um que se destacava por haver muitos Camarões. A pronúncia inglesa da palavra deu em Camerun que é o nome que recebe na maioria das línguas.
18) O inimigo de Peter Pan: Capitão Gancho. Se fosse Garfo, teríamos um pirata bem simpático que poderia comer sem acessórios.
19) Ambas as amigas decidiram denunciar a agressão
20) Chamei o cão repetidamente mas não apareceu. Em português, pelo geral, o CD dispensa a preposição A em contraste com o castelhano: “Llamé al perro”.
21) Contei-lhe que estavas interessado no negócio. O LHE que aparece na frase é redundante.
22) Aquário, já que Peixeira é a pessoa que vende peixe.
23) Compota ou Doce de Frutas. Marmelada é feito com marmelo. De facto, o espanhol “Mermelada” é provavelmente um galeguismo/lusismo.
24) Lareira, que não é o mesmo que chaminé, que é conduto por onde sai o fumo para fora da casa.
25) Cobra-Capelo. Quando os marinheiros portugueses descobriram este animal na Índia, deram o nome de Cobra-Capelo ou Cobra-Capuz, porque a sua cabeça se abria como um capucho. Quase todas as línguas europeias tomaram o nome deste animal desta denominação mas pouparam o de Capelo. Se denominamos este animal de Cobra não faz lá muito sentido porque a espécie teria o mesmo nome que a família.