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Expressão da condição e da hipótese

A primeira questão a esclarecer é se as hipóteses que enunciamos são reais ou irreais.

Se eu fosse presidente(a), dissolvia o exército

Esta frase pode ser produzida por qualquer um de nós, pois denota irrealidade já que, na verdade, não nos vamos candidatar à Presidência.

Se eu for presidente(a), dissolvo o exército.

Neste segundo caso, só uma pessoa aspirante à Presidência a pode enunciar. É portanto real. 



Para expressar realidade ou irrealidade, são precisos uns dados tempos verbais. Por sua vez, nem todos os conetores exigem as mesmas formas verbais.

Hipótese irreal

SE  + IMP. CONJ. (Tivesses, Fizesses...)     

       + Imp. Ind. (avisava,chamava...)

       + Cond. (avisaria, chamaria...)

CASO + IMP. CONJ. (Tivesses, Fizesses...)   

DESDE QUE + IMP. CONJ. (Tivesses, Fizesses...)   

NO CASO DE + INF. PESS. (Ter, Fazer...)

Hipótese real

SE  + FUT. CONJ. (Tiveres, Fizeres...)              

       +  Pres. Ind. (avisa, chama...) ou

       +  Fut. Ind. (avisarei, chamarei)

CASO + PRES. CONJ (Tenhas, Faças...)         

DESDE QUE + PRES. CONJ (Tenhas, Faças...)

NO CASO DE + INF. PESS. (Ter, Fazer...)

Desde que tem o sentido de «com a condição de que» e pode ser substituída por «contanto que» e «uma vez que». Não se pode substituir por SE em todos os contextos. Seria o castelhano: siempre y cuando.



Condicionais factuais e presente de indicativo.

(1) «Se chove, fico melancólico.»

(2) «Se um perdigueiro é um cão, então também é um mamífero.»

Este tipo de construção ocorre em generalizações sendo, portanto, frequente na formulação de leis científicas.



Os erros mais frequentes dos utentes e aprendentes da Galiza resumem-se em:

O uso do Fut. do conjuntivo com hipóteses improváveis ou irrealizáveis:

Se puder, ajudava/ajudaria a pintar a faixa.

Em seu lugar, teríamos de escolher entre:

Se puder, ajudarei/ajudo a pintar a faixa (hipótese realizável)

Se pudesse, ajudava/ajudaria a pintar a faixa (mas realmente não posso ou é difícil que eu possa)

A interferência do castelhano. Nomeadamente o uso de COMO e DE como conetores para expressar a condição/hipótese:

Como não venhas retiro-te a palavra e os abraços.

De sabê-lo seria dos primeiros em denunciá-lo.



Outros conetores: contanto que (registo culto), salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que, sem que, uma vez queOutros conetores: contanto que (registo culto), salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que, sem que, uma vez que.

    Tirado de: https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/oracoes-subordinadas-adverbiais-condicionais-factuais/25393

    Aqui, utilizar de não é mesmo incorreto, já que o uso também existe no resto da lusofonia, mas é muito pouco frequente. Use-se melhor a preposição A ou No caso de...